Pesquisa com células-tronco traz Mayana Zatz ao Arena Livre

quinta-feira, 27 de março de 2008

As pesquisas com células-tronco embrionárias têm mobilizado a comunidade científica em torno de um debate que chegou também à Assembléia Legislativa de São Paulo. A Casa recebeu, nesta quarta, 26, a bióloga e pesquisadora Mayana Zatz no Programa Arena Livre, gravado nos estúdios da TV Alesp. Para fazer perguntas à cientista, o apresentador Jorge Machado recebeu os deputados estaduais Bruno Covas (PSDB), Valdomiro Lopes (PSB) e Simão Pedro (PT).

Pró-reitora de pesquisa e coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo, Mayana Zatz tem colocado sua voz para defender as pesquisas com células-tronco embrionárias, em compasso de espera no Brasil.

Isso porque em 2005, quando o Congresso aprovou a Lei de Biossegurança, a Procuradoria Geral da República entrou com ação de inconstitucionalidade contra lei. A expectativa, recentemente, voltou-se para o Supremo Tribunal Federal, que por sua vez adiou o julgamento por tempo indeterminado, quando o ministro Carlos Alberto Menezes Direito pediu vista do processo.

Zatz explicou que existe uma grande confusão em torno do assunto, "porque os que defendem a proibição das pesquisas entendem que a vida começa na fecundação e que nós, cientistas, estaríamos ferindo a dignidade humana. Só que os embriões em questão, congelados há mais de três anos, nunca estiveram no útero e nunca estarão".

Falta informação, diz a cientista

A questão do aborto, que tem sido levantada por algumas correntes, foi apresentada pelo deputado Bruno Covas, tema que ampliou o debate e suscitou perguntas também dos deputados Simão Pedro e Valdomiro Lopes. A cientista deixou bem claro que é "pela defesa da vida", e que não se pode confundir a pesquisa com aborto. "O que existe, na verdade, é muita desinformação e confusão, que só interessa a quem é contra as pesquisas".

A convidada ressaltou que o atraso na continuidade das pesquisas a angustia muito. "Trabalho com distrofia muscular e me angustia ver os jovens que estão em cadeiras de rodas, morrendo e esperando que a comunidade científica lhes dê esperanças". Mayana Zatz ainda esclareceu que "da pesquisa ao tratamento há um longo caminho, mas trabalhamos sempre com uma perspectiva".

Bruno Covas quis saber que ganhos a população terá, no sentido da cura de doenças, com o avanço das pesquisas. Mayana garantiu que haverá uma revolução nas técnicas de transplante e nos tratamentos de inúmeras doenças, como diabetes, Parkinson, todos os tipos de degeneração muscular. "Ainda que, reafirmo, esses resultados demorem muito", adiantou.

O Arena Livre será levado ao ar na próxima segunda-feira, 31, às 21 horas. O debate ainda focaliza os custos da pesquisa no Brasil e a fuga dos cientistas para outros países; os transgênicos e a desinformação em torno do assunto; o projeto Genoma Humano, que Mayana conduz.

Em um momento de boas lembranças, a cientista falou do ex-governador Mario Covas e disse ao neto, o deputado Bruno Covas, o quanto foi emocionante a festa com que ele saudou a conquista brasileira dos pesquisadores do Genoma Humano.

 

 

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2 Comentários

  1. CREIDE RITA DE OLIVEIRA disse:

    CENTRO DE ESTUDO DE GENOMA HUMANO
    Sou portadora de deficiência física gostaria de obter informação como me cadastrar como cobaia de células tronco.
    MÉTODO DE ANÁLISE
    DATA 11 DE JULHO DE 2005
    REGISTRO C.20971
    Análise expansão(GAA) no gene da frataxina por reação dc PCR multiplex.
    DADOS PERTINENTES
    A Ataxia de friedreich (FRDA) é uma doença neurodegenerativa de herança autossômica
    Recessiva.Em 95% dos casos,a doença é decorrente de uma expasão no gene da frataxina,por conta de repetições trinucleotideos GAA Indivíduos que apresentam de 5 a 33 repetições são considerado normais (bidichadani & Ashizawa,2002) e aquele que aprestam mais de 66 repetições são considerados afetado pelo FRDA(Campuzano et AL., 1996;Durr et al,epplen et al., 1997).

    Dra. Martha Lima-Cozzo
    Dra. Mayana Zatz
    Dra. Mariz Vanzof
    Dra. Rita de Cássia Pavanello
    Dra. Maria Rita Passos-Bueno

  2. CREIDE RITA DE OLIVEIRA disse:

    SOU UMA CADEIRANTE:

    EU ANDAVA NORMAL, MAIS AOS 15 ANOS MAIS AO MENOS COMECEI A TER FRAQUEZA NAS PERNAS E NOS BRAÇOS MAIS É CLARO QUE AFETOU MAIS AS MINHAS PERNAS FORAM PERDENDO OS MOVIMENTOS E HOJE TENHO POUCOS MOVIMENTOS NOS BRAÇOS E NAS PERNAS.
    TENHO MEDO DE PERDER OS POUCOS DOS MOVIMENTOS QUE TENHO,
    COMECEI A APOIAR NAS PAREDES PARA ANDAR, COM O PASSAR DO TEMPO PASSEI ANDAR EM UMA CADEIRA DE RODAS.
    ATÉ NO ENTANTO O MÉDICO NÃO SABIA QUAL ERA O NONE DA DOENÇA QUE EU TINHA, CERTO DIA FOI AO HOSPITAL DA USP/ E FOI AI EM TÃO QUE FIZERAM UM EXAME E CONSTATARAM O NOME DA MINHA DOENÇA É ATAXIA DE FRIEDREICH.
    NÃO SEI QUE TIPO DE TRATAMENTO FAÇO !!!
    PRECISO DE UM ACOMPANHAMENTO MÉDICO,GOSTARIA POR GENTILEZA QUE ACOMPANHECE MEU CASO.
    SINTO QUE MEU PROBLEMA ESTAR PIORANDO DEVIDO ESTAR SEM TRATAMENTO…

    FICO GRATA PELA ATENSÃO MEU EMAIL- creide_r@hotmail.com

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