Discurso feito no anúncio da mudança de domicílio

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Meus amigos,

Venho hoje ao meu Partido para renovar um compromisso.

O compromisso de sempre contribuir – com humildade, mas com
determinação – para o permanente avanço da social democracia em nosso
país.

Sou, por índole e por formação, um social democrata.

E é nesta condição que submeto à consideração de meus semelhantes o
que entendo por avanço, por aperfeiçoamento e por modernização do fazer
política.

Ao contrário das ditaduras, a democracia nunca está pronta.

Há que renová-la sempre, dotá-la de meios que contribuam para a sua
constante evolução.

A democracia não sobrevive ao marasmo. Estagnada, ela definha e morre.

Por isso empunho, hoje e sempre, a bandeira da renovação.

Não vejo a renovação como um atributo associado apenas à juventude,
embora esta seja, por natureza, um campo fértil para a semeadura de novos
conceitos.

Vejo a renovação como resultante do encontro do conhecimento com a
inovação.

E, nesse terreno, o Partido da Social Democracia Brasileira tem oferecido
ao Brasil incontáveis exemplos de competência política.

Cito com orgulho tucano o ciclo renovador, que mudou o Brasil, do
governo Fernando Henrique Cardoso.

Lembro, com emoção, da revolução ética comandada em São Paulo por
Mario Covas e continuada por Geraldo Alckmin e José Serra.

Foi nessa escola que aprendi que, num país como o nosso, não
basta “defender” o povo.

Que é preciso estar sempre a seu lado, ombro a ombro, no enfrentamento

das dificuldades diárias da vida.

Posso não ter sido um bom aluno, mas tive, com certeza, em meu avô, um
grande mestre.

Ele sempre dizia que quem escolhe a política passa o resto da vida a
serviço dos interesses coletivos.

Carrego a responsabilidade, que me empenho em cumprir, de honrar o seu
legado.

O modo tucano de fazer política, que São Paulo pratica há 16 anos, é o que
há de moderno em nosso país.

Moderno é respeitar o dinheiro público.

É trabalhar muito, é ser eficiente, é colocar os interesses do povo acima das
conveniências de grupos.

Moderno é um governante combater a corrupção dando exemplos de
seriedade e honradez.

São valores e conceitos antigos – mas permanentes – que nos diferenciam
fundamentalmente dos nossos adversários.

Renovação é isso.

É também estar atento às transformações da sociedade, é democratizar
o acesso ao conhecimento, é promover o bem-estar geral, sobretudo dos
menos favorecidos.

Renovação é conceber novas propostas para a solução de novos e velhos
problemas, e ampliar o debate, sem discriminações, para que a sociedade
tome nas mãos a condução do seu próprio destino.

Afirmo sem rodeios, e sem o mínimo receio de ser mal interpretado: São
Paulo é a vanguarda do Brasil.

Lugar algum é mais Brasil que São Paulo.

Esta Cidade generosa, que a todos acolhe, é a síntese brasileira do trabalho,
da pujança, da inovação e da modernidade.

E é, acima de tudo, a Capital da Solidariedade.

Paulista nascido em Santos e paulistano por adoção, aqui cheguei aos 14
anos de idade.

Vivo em São Paulo há mais tempo do que vivi em minha terra natal.

Aqui estudei, aqui sempre trabalhei, aqui casei, aqui nasceu meu filho.

Só não tinha aqui, devidamente formalizado, o meu domicílio eleitoral.
Agora tenho!

Zona Eleitoral 251, seção eleitoral 315. Agora sou paulistano por inteiro!

Moro na jurisdição do Diretório Zonal do PSDB de Pinheiros.

Inicio hoje, aqui, uma nova etapa da minha militância partidária, e o faço
com o pensamento voltado para o futuro de São Paulo e do Brasil.

Essa militância, centrada principalmente nas ações da Juventude do PSDB,
me levou a todos os cantos desta Capital e a dezenas de cidades do nosso
Estado e do território brasileiro.

Foi um aprendizado político que deixou marcas definitivas em minha
formação.

A mais importante delas talvez tenha sido a percepção da prevalência do
coletivo sobre o individual.

A missão de levar o proselitismo partidário aos jovens, pregar o seu
progama social-democrata, atraí-los, convencê-los e organizá-los é tarefa
para muitos – e só obtém êxito quando envolve o esforço de todos.
A prevalência do coletivo sobre o individual tem tudo a ver com esta minha
nova etapa na vida partidária.

É de conhecimento público, e oficial a partir de agora, a postulação que
faço, assim como outros companheiros, de disputar a indicação do Partido à
eleição para prefeito no ano que vem.

Mas, essa aspiração, embora legítima, não pertence ao terreno das
convicções individuais, senão que ao da seara das decisões coletivas.

Candidatura majoritária reflete a vontade coletiva do Partido, e não a

individual de um pretendente, por mais qualificado que seja.

A maneira democrática de decidir, como todos sabemos, é ouvindo o
conjunto de militantes, em escolha prévia à Convenção formal.

Confio, de forma irrestrita, na seriedade de propósitos da direção do meu
Partido.

Por esta razão sinto-me à vontade para apelar a ela por algo que me parece
de grande relevância: a convocação da prévia que indicará à Convenção
Municipal o nome que concorrerá à eleição para Prefeito em 2012.

O PSDB não pode correr o risco de ver São Paulo entregue a forças
políticas dissociadas de compromissos com a modernidade da qual falamos
há pouco.

Seria uma omissão imperdoável que, com certeza, o nosso partido não
cometerá.

O PSDB tem a responsabilidade histórica de promover o avanço
democrático, defender os princípios da probidade administrativa e zelar
pelas boas práticas de governança pública.

É o que dele espera o povo de São Paulo.

À luta, tucanos!

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