Os secretários estaduais Bruno Covas, do Meio Ambiente, e Edson Giriboni, de Saneamento e Recursos Hídricos, se reuniram na segunda-feira, 9, com a presidente da Sabesp, Dilma Pena, o assessor da empresa, Hélio Rubens Figueiredo, e o diretor Ricardo Araújo, para discutir uma parceria para a recuperação da vegetação da represa Guarapiranga. Também participaram da conversa Antônio Luiz Lima de Queiroz, da Diretoria de Controle e Licenciamento Ambiental, e Ana Cristina Pasini, da Diretoria de Avaliação de Impactos Ambientais, ambos da Cetesb.
Ao passo que a Sabesp tem como intenção revegetar a área das encostas e ilhas da represa, a Cetesb, órgão licenciador ambiental vinculado a Secretaria do Meio Ambiente (SMA), busca áreas para indicar ao plantio compensatório (condição para empreendimentos que precisam de EIA-RIMA). “Precisamos de um banco de áreas para indicar aos empreendedores, já que do ponto de vista ambiental é melhor que a revegetação seja feita em um local de relevância ecológica”, explicou o secretário Bruno Covas.
No caso específico da represa, a área carente de recuperação é particular, ou seja, precisa do consentimento do proprietário do terreno, bem como o estudo de espécies para o plantio e a identificação da área. “Apesar de trabalhoso, é um processo simples”, explicou Queiroz.
A ideia é desenvolver um projeto em conjunto para o benefício ambiental, unindo as carências de ambas as secretarias, da Sabesp e dos empreendedores. A Cetesb vai fazer um levantamento da situação da área para iniciar as discussões para a parceria.
Na mesma reunião, foi discutida também a possibilidade de implantação de um corredor ecológico às margens da Estrada da Baronesa. O corredor ligaria os Parques Estaduais de Embu, Itapecerica e Jaceguava, e reforçaria os objetivos de aumentar a área verde no estado e de abastecimento, já que a área é de manancial.
- Parceria para recuperação da Guarapiranga foi tema do encontro
- SMA, Saneamento e Recursos Hídricos e Sabesp vão desenvolver projeto em conjunto
- Cetesb fará levantamento de áreas a serem recuperadas
- A ideia é ter um banco de áreas para indicar aos empreendedores para plantio compensatório
- Ambientalmente é melhor revegetar um local de relevância ecológica





