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CPI pede intervenção do MP na Bancoop

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Relatório final, que será encaminhado ao governo, solicitará criação de linha de crédito para famílias lesadas pela cooperativa

Carolina Freitas

Parlamentares da CPI da Bancoop pediram a intervenção do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) na cooperativa habitacional, que, sob o comando de dirigentes petistas, lesou cerca de 3.000 famílias e desviou recursos para financiar campanhas eleitorais. A intervenção é prevista no caso de cooperativas que violem de forma contumaz a legislação ou estejam sob ameaça de insolvência por má administração. A Bancoop atende aos requisitos. O MP terá de analisar o pedido da CPI para decidir se ele será aceitou ou não.

O relatório final da comissão, com 81 páginas, foi apresentado e aprovado na tarde desta segunda-feira na Assembleia Legislativa de São Paulo. No documento, o relator da CPI, deputado Bruno Covas (PSDB), solicita ainda a exclusão da personalidade jurídica de cooperativa da Bancoop, para que os prejudicados por ela sejam considerados consumidores, não cooperados. Assim, as vítimas da Bancoop terão assegurados seus direitos.

A comissão vai encaminhar o relatório ao governo de São Paulo, para quem pede estudos para a criação, em caráter de urgência, de uma linha especial de crédito voltada para as famílias lesadas pela Bancoop. O objetivo é financiar a conclusão das obras inacabadas. 

O relatório foi apresentado e aprovado em menos de cinco minutos. Na ausência do presidente da CPI, Samuel Moreira, o deputado mais velho da Alesp, Estevam Galvão (DEM), presidiu a sessão. A leitura e a discussão do relatório foram dispensadas pelos deputados da base governista presentes. Os parlamentares do PT chegaram dez minutos atrasados e não puderam sequer votar contra o relatório. Eles apresentaram uma manifestação contrária, por escrito, em 61 páginas, que será anexada ao texto.

Repercussão – Bruno Covas comemorou o resultado da CPI. “A comissão ajudou a jogar luz sobre este caso. Há anos os cooperados vinham protestando contra a Bancoop, sem achar solução”, disse o relator. “Com o Ministério Público na administração da cooperativa, ele poderá abrir esta caixa preta. Muitas informações foram negadas pela Bancoop.”

Os petistas protestaram contra a rapidez na aprovação do relatório. “Queríamos ao menos propor que João Vaccari Neto fosse ouvido pela CPI”, disse Vanderlei Siraque (PT). Vaccari foi convocado a depor na última terça-feira, mas faltou, alegando ter compromissos em Brasília. Ele é tesoureiro da campanha da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.  

Entenda o caso – Em março deste ano, VEJA revelou com exclusividade que, após três anos de investigações, o Ministério Público de São Paulo havia posto as mãos na caixa-preta do esquema Bancoop e descoberto que dirigentes da cooperativa lesaram milhares de associados para montar uma operação que abasteceu a campanha de Lula em 2002 e encheu os cofres de empresas pertencentes a petistas. João Vaccari Neto, ex-presidente da Bancoop e  tesoureiro do PT à época, foi apontado como o pivô do esquema.

Em resposta às acusações, petistas voltaram-se contra o promotor José Carlos Blat. Para eles, o promotor agia de forma a beneficiar setores do MP ligados ao tucano José Serra, com interesses eleitorais. Em 8 de março, tucanos reuniram assinaturas em número suficiente para a abertura de uma CPI e deram como certa a convocação do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

Após análise de extratos bancários de 2001 a 2008, o promotor Blat estimou que o rombo do esquema Bancoop podia passar dos 100 milhões de reais. E, ainda no início de março, foi criada a CPI da Bancoop na Assemblea Legislativa de São Paulo. João Vaccari Neto negou o desvio e o rombo financeiro. Classificou o caso de “ação eleitoral” e diz que houve apenas “desequilíbrio financeiro”.

Em 13 de março, mais uma reportagem de VEJA apontou a conexão entre os escândalos Bancoop e mensalão. A revelação está em uma série de depoimentos prestados por Lúcio Bolonha Funaro, considerado um dos maiores especialistas em fraudes financeiras, à Procuradoria-Geral da República.

Na última terça-feira, a CPI da Bancoop ouviu depoimento do promotor José Carlos Blat, do Ministério Público de São Paulo. Durante a sessão, o promotor pediu à Justiça abertura de processo contra João Vaccari Neto e outras cinco pessoas envolvidas no caso

Caso seja aceita a denúncia, Vaccari e os demais citados passarão a ser réus e responderão a processo por estelionato consumado, tentativa de estelionato, formação de quadrilha ou bando e falsidade ideológica. Os ex-diretores da cooperativa, João Vaccari e Tomas Edson Botelho Fraga e a atual diretora, Ana Maria Ernica, foram denunciados ainda por lavagem de dinheiro.

Bancoop: vítimas à espera de justiça

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Artigo publicado no Diário de São Paulo em 20/09/2010

logo_diariospDesde 2007, onze anos após sua criação, a Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) vem sendo alvo de investigação do Ministério Público, com denúncias de possíveis irregularidades cometidas contra milhares de cooperados. Um ano depois, pedi a abertura de uma CPI sobre o assunto na Assembleia Legislativa. Na época, convidei, por duas vezes, o ex-presidente da Bancoop João Vaccari Neto para prestar esclarecimentos. Ele não compareceu.

Para o promotor José Carlos Blat, a Bancoop “é uma organização criminosa para fins político-partidários e enriquecimento ilícito”. Segundo ele, houve desvio de finalidade da cooperativa, com diretores fundando empresas com fins lucrativos – para atender à própria cooperativa – e uso irregular de fundos de pensão. Ainda conforme o promotor, os dirigentes podem responder por apropriação, estelionato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha ou bando.

Na CPI, instaurada em maio deste ano, a maioria dos cooperados ouvidos reclama a não entrega de imóveis já quitados por eles. Além disso, denunciam ter sido vítimas de pressão para cobrir rombo financeiro na cooperativa. Ao fim do pagamento integral dos contratos, foram avisados de que havia resíduo a ser pago, cujo valor, em alguns casos, passou dos 100% do valor contratado. Como se recusaram, foram avisados de que perderiam os imóveis. Alguns cooperados foram comunicados da venda de suas unidades para terceiros.

Para os diretores e funcionários da Bancoop ouvidos pela CPI, não houve desvio de dinheiro. Apenas uma readequação do orçamento em razão da mudança de gestão. O detalhe é que o presidente que assumiu em 2005, Vaccari Neto, era diretor financeiro na gestão anterior. Além de Vaccari, a CPI ainda deve ouvir, como convidado, o promotor José Carlos Blat. Como relator da CPI, quero entregar até o fim de outubro um relatório que aponte os responsáveis por esse grave problema e as soluções possíveis para os três mil cooperados lesados.

Bruno Covas (PSDB) é deputado estadual e relator da CPI da Bancoop.

CPI Bancoop

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

bancoop-logoNa terça-feira, 31, não houve sessão da CPI da Bancoop por falta de quórum. Seriam ouvidos o presidente da Bancoop, Vagner de Castro e o doleiro Lúcio Bolonha Funaro que justificaram ausência solicitando mais tempo para se prepararem. Estiveram presentes os deputados Bruno Covas, Samuel Moreira, Ricardo Montoro e Waldir Agnelo.

CPI da Bancoop abre sigilo de 7 empresas e 8 pessoas

sábado, 3 de julho de 2010

Ação atinge empreiteiras, fornecedores de material de construção e prestadores de serviços da cooperativa

Fausto Macedo – O Estado de S.Paulo

Por 6 votos a 2, a CPI da Bancoop aprovou ontem a quebra de sigilo bancário e fiscal de 7 empresas e 8 pessoas envolvidas com a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo. A Bancoop está sob investigação por supostas fraudes e desvio de recursos para financiar campanhas do PT.

A medida atinge empreiteiras, fornecedores de material de construção e prestadores de serviços – Germany, Mizu, Mirante, Conservix, Saned, Amaro Cavalcante Construções e Irmãos Peruzo -, além de Hélio Malheiro, Andi Gurczynska, Walter Amaro, Ricardo Luís do Carmo, Marcelo Rinaldi, Alessandro Bernardini, Luís Malheiro e Tomás Edson Botelho Fraga.

É o passo mais importante da CPI, que até agora tomou depoimentos de cooperados que reclamam não ter recebido suas unidades. Também foram ouvidos relatos de profissionais que tiveram ligações com a Bancoop na gestão de Luís Malheiro, morto em acidente de carro em 2004.

A CPI espera encontrar nos extratos bancários e nas informações tributárias eventuais movimentações atípicas e patrimônio incompatível com rendas declaradas. Mais que isso, mira o destino do dinheiro dos compradores dos imóveis. “Os cooperados pagavam suas parcelas, as unidades habitacionais não eram entregues. Então, para algum lugar o dinheiro foi”, anota o deputado Bruno Covas (PSDB), relator da comissão e autor do requerimento para abertura do sigilo. “Colhemos provas testemunhais, agora esperamos obter provas documentais.”

O Ministério Público suspeita que o rombo na Bancoop soma R$ 100 milhões e define a cooperativa como “organização criminosa”. A promotoria criminal supõe que parte de recursos teria sido destinada a campanhas políticas do PT e prepara denúncia formal à Justiça por estelionato, lavagem de dinheiro e quadrilha. “Se esse dinheiro foi utilizado para pagar campanhas dos partidos dos dirigentes da Bancoop ou se foi para uso próprio desses dirigentes é o que vamos saber”, assinala Covas.

“A CPI é uma hipocrisia, vai ser um fiasco”, avalia o deputado Vanderlei Siraque (PT), que defendia a necessidade de a Procuradoria da Assembleia emitir parecer sobre a legalidade da devassa. “O sigilo pode e deve ser quebrado, mas do jeito que fizeram na prática jamais será aberto. Os requerimentos têm de ser individualizados e devidamente motivados por se tratar de direito fundamental. Fizeram pirotecnia. A Receita e o Banco Central são órgãos de Estado, não de governo.”

Matéria publicada em 30/06/2010 no site do Estado de S. Paulo. Clique para ler a notícia no site.

SP: CPI da Bancoop aprova quebra de sigilo de ex-diretores

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostas fraudes e outras irregularidades na venda de imóveis pela Cooperativa Habitacional dos Bancários do Estado de São Paulo (Bancoop) aprovou na sessão desta terça-feira requerimento de quebra dos sigilos fiscal e bancário contra ex-diretores, funcionários e prestadoras de serviço contratadas pela cooperativa. Segundo a Assembleia Legislativa, o placar de votos dos parlamentares foi de 6 a 2.

O requerimento do deputado Bruno Covas (PSDB) solicita que a Receita Federal e o Banco Central enviem cópias com dados fiscais e bancários de Hélio Malheiros, Andi Roberto Gurczynska, Walter Amaro Silva, Ricardo Luis do Carmo, Marcelo Rinaldi, Alessandro Bernardini, Luis Eduardo Saeger Malheiro e Tomás Edson Botelho Fraga, assim como sobre as empresas Conservix Limpeza e Serviços, Germany Comercial e Empreiteira de Obras, Saned Saneamento e Edificações e Comércio, Irmãos Peruzo Empreiteira e Comércio de Materiais para Construção, Mizu Empreendimentos, Mirante Blocos de Concreto e Amaro Cavalcante Construções.

Os convocados para depor nesta terça-feira, Tomás Edson Botelho Fraga e José Carlos Batista, não compareceram novamente. Eles também se ausentaram na semana passada. Tomás Edson havia justificado sua ausência por motivo de viagem mas, de acordo com a Assembleia, desta vez nada comunicou. O presidente da CPI, deputado Samuel Moreira (PSDB), informou que José Carlos Batista não foi localizado. Ele acrescentou que tomará providências para que os depoimentos sejam realizados nas próximas sessões da comissão, que devem acontecer em agosto, após o recesso.

Publicado no Portal Terra no dia 29/06/2010. Clique para ver esta notícia no site.

CPI BANCOOP

quinta-feira, 1 de julho de 2010
CPI BANCOOP

CPI BANCOOP

Os deputados que investigam a Cooperativa Habitacional dos Bancários do Estado de São Paulo (BANCOOP) aprovaram na terça-feira, 29/6, requerimento do deputado Bruno Covas (PSDB) para que a Receita Federal e o Banco Central enviem cópias com dados fiscais e bancários de ex-diretores, funcionários e prestadoras de serviço contratadas pela cooperativa.

O pedido de quebra dos sigilos fiscal e bancário recai sobre Hélio Malheiros, Andi Roberto Gurczynska, Walter Amaro Silva, Ricardo Luis do Carmo, Marcelo Rinaldi, Alessandro Bernardini, Luis Eduardo Saeger Malheiro e Tomás Edson Botelho Fraga, assim como sobre as empresas Conservix Limpeza e Serviços, Germany Comercial e Empreiteira de Obras, Saned Saneamento e Edificações e Comércio, Irmãos Peruzo Empreiteira e Comércio de Materiais para Construção, Mizu Empreendimentos, Mirante Blocos de Concreto e Amaro Cavalcante Construções.

CPI BANCOOP

CPI BANCOOP

Os convocados para depor no dia, Tomás Edson Botelho Fraga e José Carlos Batista, mais uma vez não compareceram. A CPI tomará as providências para que os depoimentos sejam realizados nas próximas sessões da comissão, que devem acontecer em agosto, após o recesso legislativo.

CPI BANCOOP

quinta-feira, 24 de junho de 2010
CPI da BANCOOP

CPI da BANCOOP

Os deputados da CPI da BANCOOP ouviram na terça, dia 22, o engenheiro e coordenador de obras da cooperativa, Ricardo Luiz do Carmo. Ele afirmou que foi chamado para prestar serviços – pessoa jurídica – para a BANCOOP em 1997. No início, fazia a medição das obras para as construtoras que erguiam os empreendimentos. Em 2000, passou a atuar e assinar como engenheiro responsável. O engenheiro confirmou que, em 2002, Luiz Malheiro pediu-lhe que arrecadasse R$ 1 mil de cada empreiteira que prestava serviço para a BANCOOP para campanha do PT. Que, inclusive, solicitou que ele – Ricardo – abrisse uma conta para esse fim, coisa que se negou a fazer “como eu poderia pedir dinheiro e ter autoridade como engenheiro de campo?” Nesse período, foram abertas algumas empresas pelos diretores da cooperativa (Luiz Malheiro, Alessandro Bernardino e Marcelo Rinaldi: Germany, Bancool, Mirante (ex-Mizu). Todas prestadoras de serviço para a BANCOOP.

De acordo com ele, em pouco tempo a Germany passou a fazer todas as etapas: estrutura, alvenaria, gesso, azulejo. Que foi nesse momento criada a conta Pool – perdendo cada empreendimento a prestação individualizada – o que possibilitou os tais empréstimos solidários – saída de dinheiro de um empreendimento para supostamente outro. Quanto à Mizzu, contratada para prestar consultoria, garantiu que viu um cheque no valor de R$ 500 mil e que esse valor variava, mês a mês, pois o pagamento para a Mizzu era 10% do valor total da conta Pool (variava entre 500 e R$ 1 milhão mensais). Pagamento injustificado, pois as obras não eram finalizadas e o rombo cada vez maior. Que o prejuízo era uma verdadeira “bola de neve” que começava pela escolha de terrenos inadequados – sem critério técnico, sem sondagem e a maioria repleta de água no solo. “Minha função era mudar o que chegava – absolutamente incorreto – para conseguir executar a obra, com custos que sempre, por mais que eu tentasse, resultavam 50% maiores”.

Ricardo Luiz do Carmo

Ricardo Luiz do Carmo

A Cooperativa, além do pagamento dos cooperados e contribuições de empreiteiras, para levantar dinheiro, lançava mais e mais empreendimentos. Que avisou inúmeras vezes o Malheiro, o Alessandro e o Marcelo Rinaldi sobre a escolha inadequada dos terrenos (feita pela Della Líbera e depois por uma engenheira contratada chamada Ângela) . Que em função disso, de insistir em relatar os problemas, deixou de administrar 30 obras e passou a administrar apenas 5 – em 2002. Que a Dra. Letícia, junto com a diretoria da BANCOOP, subornou policiais em uma das obras, em função das falta de licenciamento ambiental – Horto Florestal.

Mais um vez a bancada do PT pediu vistas do requerimento de autoria do deputado Bruno Covas de quebra do sigilo fiscal e bancário de 11 pessoas, entre físicas e jurídicas. Na próxima sessão, dia 29, esgotados os pedidos de vistas, o requerimento deverá ser votado e ouvidos o doleiro Lucio Bolonha Funaro que administrava o Fundo de Investimento de Direito Creditório – FDIC e Thomas Edson Botelho Fraga, ex-diretor da BANCOOP e a quem o engenheiro atribui as ordens para arrecadação junto as empreiteiras para campanhas do PT. Os deputados devem ouvir ainda Ana Maria Érnica ex-funcionária da BANCOOP e que fez sua tese de conclusão de curso sobre a desorganização e falta de critério da Cooperativa Habitacional dos Bancários.

Engenheiro diz à CPI que conta da cooperativa virou incógnita

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Matéria sobre o Caso bancoop no Diário do comércio

Link para a página do jornal em pdf.

CPI BANCOOP – Falta de quórum e diligência em empreendimento

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Torres do Bela Cintra Residence

Torres do Bela Cintra Residence

A sessão da CPI, na terça-feira, dia 15, foi cancelada por falta de quórum pelo não comparecimento dos deputados do PT. Hoje seria ouvido o engenheiro e coordenador de obras da Cooperativa, o engenheiro Ricardo Luiz do Carmo e votado requerimento de quebra de sigilo fiscal e bancário. Em função disso, os deputados Bruno Covas (relator), Samuel Moreira (presidente) e Ricardo Montoro decidiram seguir em diligência em um dos empreendimentos da BANCOOP, o da Bela Cintra, Rua Bela Cintra, 336. O jornalista e escritor Ignácio de Loyola Brandão, que pagou e não recebeu, é um dos cooperados desse empreendimento.

Na chegada dos deputados, uma moradora, cooperada e ex-vendedora da BANCOOP, Débora Oscar, que entrava no prédio (cuja segunda torre e a área social estão paralisadas há cinco anos) foi surpreendida pela diligência e contou seu caso aos deputados.

Ricardo Montoro, Bruno Covas e Samuel Moreira ouvem moradora

Ricardo Montoro, Bruno Covas e Samuel Moreira ouvem moradora

Na próxima sessão, dia 22, deverá ser ouvido o engenheiro Ricardo Luiz do Carmo e votado o requerimento de autoria do deputado Bruno Covas de quebra do sigilo bancário e fiscal de 11 pessoas físicas e jurídicas.

CPI da BANCOOP

quinta-feira, 10 de junho de 2010
CPI da BANCOOP

CPI da BANCOOP

Bruno Covas, relator da CPI, apresentou, na terça, dia 8, requerimento pedindo a quebra do sigilo de 15 pessoas físicas e jurídicas. Entre elas está Hélio Malheiro, Andi Roberto, Ricardo Luis do Carmo (eng. e coordenador de obras da cooperativa) e do próprio Luís Malheiro, que morreu em 2004. O deputado Vanderlei Siraque do PT impediu a votação pedindo vistas do requerimento que deverá ser votado na próxima sessão.

A CPI ouviu Freud Godoy, citado no episódio dos aloprados do PT, em 2006. Godoy disse que é filiado ao PT desde 1981 e que começou a prestar serviços para o partido em 1991 – com empresa irregular, sem registro. Na campanha de Lula, em 2002, foi pago pelo SMP&B de Marcos Valério, apontado como operador do “mensalão”. Em fevereiro de 2005, abriu a empresa Caso – em nome da mulher – para prestar serviços para a Bancoop. Vaccari era o presidente. Durante o ano de 2005, a Caso recebeu da BANCOOP cerca de 1 milhão de reais. Freud Godoy confirmou que a mulher é cooperada da BANCOOP e que, ao contrário de milhares de cooperados, recebeu seu imóvel sem cobrança indevidas.

Os deputados ouviram também Valter Amaro. Convidado pelo engenheiro e coordenador de obras da BANCOOP, Ricardo Luiz do Carmo, para executar serviços de pintura, foi orientado a abrir uma empresa. Confirmou que Luiz do Carmo pediu que emitisse notas falsas (4 ou 5 vezes) no valor de 5 mil reais, cujos cheques dentes eram feitos pela BANCOOP, depositados em sua conta e retirados e depositados em poupança de Hélio Malheiro.

Que ouviu do eng. que o dinheiro dessa operação e de outras (havia outras empresas e empreiteiras provavelmente fazendo a mesma coisa) era destinado a campanhas do PT (Lula e Berzoini).

Que a BANCOOP deve a ele mais de 300 mil reais. Que a cooperativa retinha 5% do valor de cada nota emitida para compensação futura e que isso poderia ser minimizado pela concessão de uma unidade habitacional (sugestão dada pelo eng). Hoje, além de não ter seu pagamento, ele está sendo cobrado pela unidade.

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