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Freud Godoy e Vaccari se contradizem em CPIs

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Escândalo da Bancoop

Por Fernando Mello

Logo da Veja.comFreud Godoy e João Vaccari Neto têm uma longa história em comum: fizeram carreira no Sindicato dos Bancários de São Paulo, militaram no PT e trabalharam na Bancoop, a cooperativa habitacional dos bancários de São Paulo. Mas, em depoimentos em CPIs diferentes, eles não contaram a mesma história sobre a atuação de ambos na cooperativa que virou um pesadelo para milhares de associados desde 2005.

Durante depoimento à CPI das ONGs, no Senado, em maio, Vaccari – que atualmente é tesoureiro do PT e foi presidente da cooperativa – disse que contratou a empresa de Freud Godoy para prestar segurança armada nos empreendimentos da cooperativa. Essa seria a justificativa para o pagamento de quase 2 milhões de reais, datados entre 2005 e 2006, para a Caso Sistemas de Segurança, nome da empresa de Freud.

A suspeita de membros da CPI da Bancoop é de que o valor esteja superfaturado. “Foi no início da minha gestão. Nós fizemos a cotação para fazer com vigilância armada. O vencedor na época foi a Caso segurança”, afirmou Vaccari na CPI das ONGs, em Brasília.

Contudo, uma contradição importante deverá ser aprofundada pelo Ministério Público. Nesta terça-feira, em depoimento na CPI da Bancoop, na Assembléia Legislativa de São Paulo, Freud Godoy contradisse a versão de Vaccari. Ele disse que a segurança não era armada. “Agora estamos providenciando esse próximo passo [certificado para fazer segurança armada]“, declarou Freud. (veja abaixo os vídeo dos depoimentos de Vaccari e Freud Godoy).

Ex-segurança das campanhas do presidente Lula, homem “da cozinha” do PT e um dos pivôs do caso da compra do falso dossiê contra tucanos na campanha de 2006, Freud Godoy era dono da Caso Sistemas de Segurança, que funcionava no número 89 da Rua Alberto Frediani, em Santana do Parnaíba, segundo registro da Junta Comercial.

Vizinhos disseram que, além da placa com o nome da firma, nada indicava que houvesse qualquer atividade por lá. O único funcionário visível da empresa era um rapaz que vinha semanalmente recolher as correspondências num carro popular azul. Hoje, a Caso Sistemas de Segurança está instalada em uma casa no município de Santo André, na região do ABC.

Ineficiente - A segurança prestada por Freud Godoy, com ou sem armas, não foi eficiente. O terreno do empreendimento Villas da Penha (que ainda não foi terminado) era um dos que a Caso prestava serviços de segurança. O local foi invadido por sem-teto, que construíram uma casa com os materiais da Bancoop, que estavam guardados no terreno.

Freud também votou na assembléia que elegeu Vaccari presidente da Bancoop, em 2005. A lista de presença mostra que, de 12 mil cooperados, apenas 72 pessoas votaram, entre elas 25 dirigentes do sindicato dos bancários e Freud Godoy, que, na verdade, não esteve presente, mas votou por procuração.

Criada com a promessa de entregar imóveis 40% mais baratos que os de mercado, a Bancoop deixou, no lugar dos apartamentos, um rastro de escombros. Pelo menos 400 famílias movem processos contra a cooperativa, alegando que, mesmo tendo quitado o valor integral dos imóveis, não receberam os apartamentos.

Suspeitas - Depoimentos colhidos pelo Ministério Público ao longo dos últimos dois anos já atestavam que o dinheiro da Bancoop havia servido para abastecer a campanha petista de 2002, que levou Lula à Presidência da República. A empresa de Godoy substituiu a de outro segurança, Andy Roberto, que trabalhou até 2005.

Em depoimento ao MP, Roberto afirmou que Malheiro, ex-presidente da Bancoop morto em um acidente de carro, entregava envelopes de dinheiro diretamente a Vaccari, então presidente do Sindicato dos Bancários e indicado como o responsável pelo recolhimento da caixinha de campanha de Lula.

Uma planilha obtida por VEJA.com demonstrou o pagamento de empresas ligadas à Bancoop ao PT. O documento aponta doações feitas pela empresa Mirante/Mizu Artefatos Ltda ao PT, no valor de 43.200 reais. O Ministério Público considera que a empresa era de fachada.

Clique aqui para assistir ao vídeo do depoimento de Vaccari

Clique aqui para assistir ao vídeo do depoimento de Freud Godoy

Fonte: Veja.com

CPI da BANCOOP

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Bruno Covas faz pergunta ao Sr. Magliaccio

Bruno Covas faz pergunta ao Sr. Magliaccio

Foram ouvidos hoje pelos deputados da CPI da Bancoop Hélio Malheiro, ex-funcionário da BANCOOP e irmão do ex-presidente da Cooperativa, Luís Malheiro, e Marcos Sérgio Migliaccio, representante de uma associação dos cooperados.

Hélio Malheiro confirmou o depoimento que havia dado para o Ministério Público. Em linhas gerais: ouviu, por diversas vezes, seu irmão, então presidente da BANCOOP, Luís Malheiro, falar sobre doações para campanhas do PT (especificamente a de Lula e Berzoini), confirmou que sofreu ameaças de morte e, por isso, está no Programa de Proteção à Testemunha, assim como o próprio Luís Malheiro a quem, na época, foi recomendado pelo segurança do PT, Spinoza, a necessidade de proteção. Falou que prestava serviços à Bancoop e era pago por outras empresas, cujos donos eram diretores da Bancoop, inclusive o próprio irmão. Sobre a morte de Luís Malheiro, afirmou achar estranho os corpos não terem passado pelo IML – o laudo sobre a morte foi feito por um médico que viajava no carro logo atrás ao dos diretores da BANCOOP e que presenciou o acidente, Helder Albuquerque (médico e candidato a prefeito de Praia Grande – em 2004 – na chapa em que Luís Malheiro foi candidato a vice). Que Luis Malheiro comentava que quem mandava era Berzoini.

O segundo depoente, Marcos Sergio Migliaccio, representante de uma associação de cooperados, apresentou farta documentação com o objetivo de comprovar a má administração da BANCOOP, cobranças já julgadas em primeira estância inexigíveis e desvios de dinheiro de vários empreendimentos.

Na próxima sessão, dia 8, está previsto o depoimento de Valter Amaro, da Amaro Construções Ltda. (prestadora de serviço da BANCOOP) e análise de parte dos documentos requeridos e entregue à Comissão.

Ouça esta notícia:

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Ouça a íntegra da sessão da CPI (3h14min / 81Mb):

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CPI da BANCOOP

quinta-feira, 27 de maio de 2010
CPI da BANCOOP

CPI da BANCOOP

O tumulto marcou os trabalhos da CPI da Bancoop na última terça-feira, dia 25. A sessão acabou sendo encerrada pelo deputado do PT Vanderlei Siraque que se retirou do plenário e derrubou o quórum. O objetivo era impedir a fala do último depoente, Marcos Sérgio Migliaccio, conselheiro da Associação Edifício Cachoeira, representante de vários cooperados.

O principal depoimento foi o de Andi Roberto Gurcznska, que afirmou ter feito segurança pessoal do presidente da Bancoop, Luís Malheiros e que também foi contratado para fazer a segurança das obras da Cooperativa. Gurcznska disse ainda que, por três ou quatro vezes, ao emitir notas fiscais no valor de R$ 3.800 (valor de seu honorário), foi avisado de que seriam depositados, em sua conta, R$ 38 mil. A diferença, cerca de 34 mil, era retirada e entregue em dinheiro a Malheiro e a outros diretores.

Gurcznska contou também, que era frequente fazer a segurança de pessoas da Bancoop, inclusive Malheiros, que saia com envelopes lacrados do Banco Bradesco – agência Líbero Badaró – e entregava os mesmos a Vaccari Neto. O depoente abriu seu sigilo bancário e fiscal para provar que os valores foram depositados e sacados.

Os demais cooperados, Oscar Militão e Adalberto dos Santos Joaquim falaram de cobranças indevidas, empreendimentos inacabados e assembleias fraudadas para a qual não eram convocados cooperados e, portanto, as decisões sem validade.

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CPI da Bancoop recebeu ontem primeiras denuncias de fraudes na cooperativa

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Matéria do Bom Dia SP (TV Globo) em 26 de maio de 2010
CPI da Bancoop recebeu ontem primeiras denuncias de fraudes na cooperativa.

Bruno Covas fala sobre depoimentos de mutuários da BANCOOP

quarta-feira, 26 de maio de 2010

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Rádio Alesp entrevista o deputado Bruno Covas que discorreu sobre os depoimentos de mutuários da BANCOOP realizado na sessão do dia 25 de maio.

Segurança da Bancoop cita desvios para o PT

terça-feira, 25 de maio de 2010

À CPI, ele disse que emitia notas e recebia ’10 vezes mais’: diferença teria ido para campanhas

Fausto Macedo / SÃO PAULO – O Estado de S.Paulo

O empresário Andi Roberto Gurczynska, que trabalhou como segurança para a cúpula da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), declarou ontem na Assembleia Legislativa de São Paulo que emitia notas de serviço para a entidade e, em contrapartida, recebia em sua conta depósitos de valor “dez vezes superior”. A diferença, contou, era resgatada depois e levada ao então presidente da Bancoop, Luís Malheiro, e a outros diretores.

“Era voz corrente que (o dinheiro) ia para o PT”, disse Andi, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostas fraudes e desvios na cooperativa fundada por um núcleo ligado ao Partido dos Trabalhadores.

Segundo Andi, ele próprio escoltava Malheiro até o Sindicato dos Bancários, na ocasião dirigido por João Vaccari Neto, hoje secretário de Finanças e Planejamento do PT. Nessas visitas ao sindicato, Malheiro levava envelopes, supostamente os mesmos que haviam sido retirados da agência bancária.

Entre 2005 e início de 2010, Vaccari presidiu a Bancoop – ele sucedeu a Malheiro que, em 2004, morreu em acidente de carro. Vaccari é o alvo principal de investigação do Ministério Público Estadual que a ele atribui envolvimento em desvios que podem chegar a R$ 100 milhões. Parte desse montante, segundo a promotoria, teria sido destinado a campanhas eleitorais do PT.

Andi relatou que “por três ou quatro vezes emitiu notas” no valor de R$ 3.800 cada uma. A Bancoop depositava R$ 38 mil em sua conta bancária por nota lançada. Ele abriu seu sigilo bancário e fiscal para provar que os valores foram depositados a seu favor, mas sacados em seguida.

O empresário disse não ter como informar com precisão as datas em que as transações bancárias foram efetuadas. “Minha intenção era trabalho, eu fazia segurança, não ficava preocupado com datas. Posso dizer que foi entre 2002 e 2004. Eu era segurança pessoal, chefe da segurança da direção da Bancoop e fazia a escolta dele (Malheiro)”, disse. “Eu era mais ligado diretamente a ele do que a qualquer outra pessoa lá dentro.”

Apartidário. Na sessão de ontem da CPI, Andi demonstrou indignação quando parlamentares do PT o acusaram de estar a serviço do PSDB. Deputados informaram que, a partir de dezembro de 2009, ele fechou cinco contratos com administrações tucanas.

“Querem me desqualificar. Sou um profissional da área de segurança. Minha empresa também tem contratos com gestões do PT. Participo de licitações absolutamente transparentes. Quiseram me achincalhar. Sou apartidário, não sou filiado a nenhum partido. Sou empresário.”

“A CPI havia tomado depoimentos de cooperados que denunciaram lesões, mas agora começamos a verificar para onde foi o dinheiro”, declarou o deputado Bruno Covas (PSDB), relator da CPI. “Se pagaram e não receberam em serviços, alguma coisa foi feita com esses recursos. Ninguém retira dinheiro em volumes elevados para pagar conta de água ou pagar funcionário. Ninguém precisa de segurança para levar envelope para outro lugar, a menos que haja dinheiro nesse envelope.”

Para Covas, as operações narradas por Andi caracterizam contabilidade paralela. “Ele disse que recebia valor X e dava uma nota correspondente a 10% desse montante porque precisavam repassar em dinheiro para diretores. Chama a atenção que ele recebia a mais sobre a nota. Não é caixa 1, é caixa 2.”

Sobre a acusação de que Andi teria ligações com o PSDB, Bruno Covas foi taxativo ao comparar o episódio ao do caseiro Francenildo Costa que, em março de 2006, denunciou o ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda) como frequentador da “casa do lobby”, em Brasília.

“O PT quer fazer com uma testemunha importante o que tentou fazer com o Francenildo quando descobriram um depósito na conta dele. Mais tarde ficou comprovado que era dinheiro do pai do caseiro. A alegação de que Andi está a serviço do governo do PSDB é absurda.”

O deputado Vicente Cândido (PT), que integra a CPI, considera a versão de Andi um caso inusitado. “Normalmente, nesses casos de desvio de verbas ou corrupção, a nota é maior que o recebimento efetivo. Ele (Andi) não provou nada.” Vaccari Neto não retornou contato feito pela reportagem.

Fonte: O Estado de São Paulo, com negrito nosso.

CPI BANCOOP

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sessão da CPI da BANCOOP

Sessão da CPI da BANCOOP

Já foram ouvidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito da BANCOOP (Assembleia Legislativa) nove cooperados. As denúncias giram em torno do mesmo tema: pagamentos abusivos (na forma de aportes e resíduos não previstos em contrato), não entregas das unidades, não finalização dos empreendimentos, a maioria dos empreendimentos – mesmo àqueles entregues – não possuem escritura, desvio de FGTS, assembleias”fraudadas” de cooperados para aprovação de contas, aportes e empréstimos solidários – sem convocação e sem permissão de participação de cooperados.

Na sessão de terça, 18, a cooperada Rosi de Oliveira, que já havia recebido o recibo de quitação da Bancoop, informou que cinco anos depois passou a receber boletos de cobrança de saldo residual. Outra cooperada, Marlene Fernandes, quitou seu imóvel (R$ 64 mil) e foi avisada em seguida e sem a unidade estar pronta, de que teria que fazer um aporte de mais R$ 89 mil reais. Ela disse que, além de não constar em contrato, seria impossível pagar mais do que já havia pago pela unidade.

Já a cooperada Sandra Aparecida, ao quase finalizar seu contrato, foi chamada para uma reunião e avisada de que teria um saldo residual maior do que o pagamento já efetuado. Tentou várias negociações com a BANCOOP e foi orientada, em novembro de 2006, a migrar para um empreendimento “quase finalizado” e com aporte menor, pois um cooperado havia desistido. Nome do cooperado: Alesssandro Robson Bernardino, diretor da Germany e da Bancoop (morto em 2004 no mesmo acidente que matou Luís Malheiro). Ao descobrir que se tratava de um morto, ela desistiu e entrou com uma ação contra a BANCOOP.

As próximas reuniões: dia 25 serão ouvidos três cooperados – Marcos Sérgio Migliaccio, Oscar Militão da Costa Jr. e Adalberto dos Santos Joaquim, além de duas testemunhas: Andy Roberto (segurança BANCOOP – testemunha chave na investigação de suposto desvios da Cooperativa para campanhas políticas) e Valter Amaro, da Amaro Oliveira Construção que, de 1998 a 2006, prestou serviços à BANCOOP.

Deputado e vereador trocam informações sobre CPI da Bancoop e da Previni

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Em visita a Nova Iguaçu, o deputado Bruno Covas se reuniu com o vereador Tiago Portella (PPS). Na pauta da conversa, as CPI da Bancoop e a do Fundo de Previdência dos Servidores Municipais de Nova Iguaçu (Previni). A CPI instalada na Câmara de Vereadores local é presidida por Thiago Portela. O encontro foi uma troca de informações entre os parlamentares para verificar se há relação entre as fraudes da Previni e da Bancoop. Thiago Portela afirmou que já existem informações de que a Previni fez negócios com a Bancoop. Há a suspeita da participação de Dirceu em um dos episódios que teria o objetivo de financiar o caixa de campanha de Lindberg Farias, ex-prefeito de Nova Iguaçu e pré-candidato ao Senado.

CPI da Bancoop ouve mais um depoimento

terça-feira, 18 de maio de 2010

O programa Bom Dia SP da TV Globo fala da história de Yara Regina Ferreira, mutuária que pagou por um apartamento e não recebeu o imóvel. O Dep. Bruno Covas fala sobre a carta que o escritor Inácio de Loyola enviou à CPI.

data: 12/maio/2010

Carta de Ignácio de Loyola Brandão ao deputado Bruno Covas

quinta-feira, 13 de maio de 2010

À CPI da Bancop

No final de minha argüição, dois deputados procuraram desconsiderar meu depoimento alegando que não sou cooperado. Trata-se de uma visão primária e distorcida da questão. Porque se minha mulher Márcia Gullo — que estava presente, corroborando cada palavra minha — é cooperada, eu sou, no mínimo, co-cooperado. Somos uma família. O orçamento em casa é único, como na imensa maioria da população brasileira. O que ganho se une ao que Marcia ganha e ao que minha filha eventualmente ganha como autônoma. Este é o principio que nos tem norteado ao longo destes 24 anos de união. Esta é a norma de uma família brasileira. O dinheiro para comprar o apartamento da Bancop foi retirado a cada mês deste orçamento familiar. Portanto, parte de nossos ganhos em conjunto foi investido em algo que não se realizou. Perdemos dinheiro, como se fosse um jogo de azar, uma loteria. Pagamos, nada recebemos e ainda nos foi brindada uma dívida a mais, por um empreendimento de 14 andares, que não passou do sétimo e cujo esqueleto se encontra lá na Rua Bela Cintra. No comércio normal teríamos o Procon e a justiça. No caso da Bancop, nada temos a nos assegurar os direitos. Daí aquela minha declaração de impotência.

Meu depoimento foi válido sim, porque numa investigação todos devem ser ouvidos e não apenas alguns. Se recorrerem à associação que uniu mutuários do Bela Cintra encontrarão fatos curiosos. Como o de uma senhora que tentando uma negociação, soube da Bancop que a divida dela estava aumentada em alguns milhares de reais que eram a paga dos advogados para se defenderem das ações dos mutuários contra Bancop.

Surreal, absurdo?

Mas não se vive uma situação de fantasia com a Bancop?

Esta semana, alguns blogs, certamente de pessoas ligadas ao PT, misturaram as bolas. Um disse que por não ser cooperado não fui ouvido. Mentiu. Outro disse que estavam sendo ouvidas várias testemunhas ligadas ao escândalo Bancop como o pai da atriz Débora Secco e Ignácio de Loyola Brandão. Como se eu fosse um marginal. Ônus a se pagar, infelizmente.

Continuem a batalha vocês da CPI. É uma nobre causa a busca da justiça. Porque os milhares de cooperados enganados significam no mínimo o triplo de pessoas envolvidas nas perdas. E que o PT saiba que significa milhares de votos a menos.

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