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CPI BANCOOP

quinta-feira, 1 de julho de 2010
CPI BANCOOP

CPI BANCOOP

Os deputados que investigam a Cooperativa Habitacional dos Bancários do Estado de São Paulo (BANCOOP) aprovaram na terça-feira, 29/6, requerimento do deputado Bruno Covas (PSDB) para que a Receita Federal e o Banco Central enviem cópias com dados fiscais e bancários de ex-diretores, funcionários e prestadoras de serviço contratadas pela cooperativa.

O pedido de quebra dos sigilos fiscal e bancário recai sobre Hélio Malheiros, Andi Roberto Gurczynska, Walter Amaro Silva, Ricardo Luis do Carmo, Marcelo Rinaldi, Alessandro Bernardini, Luis Eduardo Saeger Malheiro e Tomás Edson Botelho Fraga, assim como sobre as empresas Conservix Limpeza e Serviços, Germany Comercial e Empreiteira de Obras, Saned Saneamento e Edificações e Comércio, Irmãos Peruzo Empreiteira e Comércio de Materiais para Construção, Mizu Empreendimentos, Mirante Blocos de Concreto e Amaro Cavalcante Construções.

CPI BANCOOP

CPI BANCOOP

Os convocados para depor no dia, Tomás Edson Botelho Fraga e José Carlos Batista, mais uma vez não compareceram. A CPI tomará as providências para que os depoimentos sejam realizados nas próximas sessões da comissão, que devem acontecer em agosto, após o recesso legislativo.

CPI BANCOOP

quinta-feira, 24 de junho de 2010
CPI da BANCOOP

CPI da BANCOOP

Os deputados da CPI da BANCOOP ouviram na terça, dia 22, o engenheiro e coordenador de obras da cooperativa, Ricardo Luiz do Carmo. Ele afirmou que foi chamado para prestar serviços – pessoa jurídica – para a BANCOOP em 1997. No início, fazia a medição das obras para as construtoras que erguiam os empreendimentos. Em 2000, passou a atuar e assinar como engenheiro responsável. O engenheiro confirmou que, em 2002, Luiz Malheiro pediu-lhe que arrecadasse R$ 1 mil de cada empreiteira que prestava serviço para a BANCOOP para campanha do PT. Que, inclusive, solicitou que ele – Ricardo – abrisse uma conta para esse fim, coisa que se negou a fazer “como eu poderia pedir dinheiro e ter autoridade como engenheiro de campo?” Nesse período, foram abertas algumas empresas pelos diretores da cooperativa (Luiz Malheiro, Alessandro Bernardino e Marcelo Rinaldi: Germany, Bancool, Mirante (ex-Mizu). Todas prestadoras de serviço para a BANCOOP.

De acordo com ele, em pouco tempo a Germany passou a fazer todas as etapas: estrutura, alvenaria, gesso, azulejo. Que foi nesse momento criada a conta Pool – perdendo cada empreendimento a prestação individualizada – o que possibilitou os tais empréstimos solidários – saída de dinheiro de um empreendimento para supostamente outro. Quanto à Mizzu, contratada para prestar consultoria, garantiu que viu um cheque no valor de R$ 500 mil e que esse valor variava, mês a mês, pois o pagamento para a Mizzu era 10% do valor total da conta Pool (variava entre 500 e R$ 1 milhão mensais). Pagamento injustificado, pois as obras não eram finalizadas e o rombo cada vez maior. Que o prejuízo era uma verdadeira “bola de neve” que começava pela escolha de terrenos inadequados – sem critério técnico, sem sondagem e a maioria repleta de água no solo. “Minha função era mudar o que chegava – absolutamente incorreto – para conseguir executar a obra, com custos que sempre, por mais que eu tentasse, resultavam 50% maiores”.

Ricardo Luiz do Carmo

Ricardo Luiz do Carmo

A Cooperativa, além do pagamento dos cooperados e contribuições de empreiteiras, para levantar dinheiro, lançava mais e mais empreendimentos. Que avisou inúmeras vezes o Malheiro, o Alessandro e o Marcelo Rinaldi sobre a escolha inadequada dos terrenos (feita pela Della Líbera e depois por uma engenheira contratada chamada Ângela) . Que em função disso, de insistir em relatar os problemas, deixou de administrar 30 obras e passou a administrar apenas 5 – em 2002. Que a Dra. Letícia, junto com a diretoria da BANCOOP, subornou policiais em uma das obras, em função das falta de licenciamento ambiental – Horto Florestal.

Mais um vez a bancada do PT pediu vistas do requerimento de autoria do deputado Bruno Covas de quebra do sigilo fiscal e bancário de 11 pessoas, entre físicas e jurídicas. Na próxima sessão, dia 29, esgotados os pedidos de vistas, o requerimento deverá ser votado e ouvidos o doleiro Lucio Bolonha Funaro que administrava o Fundo de Investimento de Direito Creditório – FDIC e Thomas Edson Botelho Fraga, ex-diretor da BANCOOP e a quem o engenheiro atribui as ordens para arrecadação junto as empreiteiras para campanhas do PT. Os deputados devem ouvir ainda Ana Maria Érnica ex-funcionária da BANCOOP e que fez sua tese de conclusão de curso sobre a desorganização e falta de critério da Cooperativa Habitacional dos Bancários.

Engenheiro diz à CPI que conta da cooperativa virou incógnita

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Matéria sobre o Caso bancoop no Diário do comércio

Link para a página do jornal em pdf.

CPI BANCOOP – Falta de quórum e diligência em empreendimento

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Torres do Bela Cintra Residence

Torres do Bela Cintra Residence

A sessão da CPI, na terça-feira, dia 15, foi cancelada por falta de quórum pelo não comparecimento dos deputados do PT. Hoje seria ouvido o engenheiro e coordenador de obras da Cooperativa, o engenheiro Ricardo Luiz do Carmo e votado requerimento de quebra de sigilo fiscal e bancário. Em função disso, os deputados Bruno Covas (relator), Samuel Moreira (presidente) e Ricardo Montoro decidiram seguir em diligência em um dos empreendimentos da BANCOOP, o da Bela Cintra, Rua Bela Cintra, 336. O jornalista e escritor Ignácio de Loyola Brandão, que pagou e não recebeu, é um dos cooperados desse empreendimento.

Na chegada dos deputados, uma moradora, cooperada e ex-vendedora da BANCOOP, Débora Oscar, que entrava no prédio (cuja segunda torre e a área social estão paralisadas há cinco anos) foi surpreendida pela diligência e contou seu caso aos deputados.

Ricardo Montoro, Bruno Covas e Samuel Moreira ouvem moradora

Ricardo Montoro, Bruno Covas e Samuel Moreira ouvem moradora

Na próxima sessão, dia 22, deverá ser ouvido o engenheiro Ricardo Luiz do Carmo e votado o requerimento de autoria do deputado Bruno Covas de quebra do sigilo bancário e fiscal de 11 pessoas físicas e jurídicas.

CPI da BANCOOP

quinta-feira, 10 de junho de 2010
CPI da BANCOOP

CPI da BANCOOP

Bruno Covas, relator da CPI, apresentou, na terça, dia 8, requerimento pedindo a quebra do sigilo de 15 pessoas físicas e jurídicas. Entre elas está Hélio Malheiro, Andi Roberto, Ricardo Luis do Carmo (eng. e coordenador de obras da cooperativa) e do próprio Luís Malheiro, que morreu em 2004. O deputado Vanderlei Siraque do PT impediu a votação pedindo vistas do requerimento que deverá ser votado na próxima sessão.

A CPI ouviu Freud Godoy, citado no episódio dos aloprados do PT, em 2006. Godoy disse que é filiado ao PT desde 1981 e que começou a prestar serviços para o partido em 1991 – com empresa irregular, sem registro. Na campanha de Lula, em 2002, foi pago pelo SMP&B de Marcos Valério, apontado como operador do “mensalão”. Em fevereiro de 2005, abriu a empresa Caso – em nome da mulher – para prestar serviços para a Bancoop. Vaccari era o presidente. Durante o ano de 2005, a Caso recebeu da BANCOOP cerca de 1 milhão de reais. Freud Godoy confirmou que a mulher é cooperada da BANCOOP e que, ao contrário de milhares de cooperados, recebeu seu imóvel sem cobrança indevidas.

Os deputados ouviram também Valter Amaro. Convidado pelo engenheiro e coordenador de obras da BANCOOP, Ricardo Luiz do Carmo, para executar serviços de pintura, foi orientado a abrir uma empresa. Confirmou que Luiz do Carmo pediu que emitisse notas falsas (4 ou 5 vezes) no valor de 5 mil reais, cujos cheques dentes eram feitos pela BANCOOP, depositados em sua conta e retirados e depositados em poupança de Hélio Malheiro.

Que ouviu do eng. que o dinheiro dessa operação e de outras (havia outras empresas e empreiteiras provavelmente fazendo a mesma coisa) era destinado a campanhas do PT (Lula e Berzoini).

Que a BANCOOP deve a ele mais de 300 mil reais. Que a cooperativa retinha 5% do valor de cada nota emitida para compensação futura e que isso poderia ser minimizado pela concessão de uma unidade habitacional (sugestão dada pelo eng). Hoje, além de não ter seu pagamento, ele está sendo cobrado pela unidade.

Freud Godoy e Vaccari se contradizem em CPIs

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Escândalo da Bancoop

Por Fernando Mello

Logo da Veja.comFreud Godoy e João Vaccari Neto têm uma longa história em comum: fizeram carreira no Sindicato dos Bancários de São Paulo, militaram no PT e trabalharam na Bancoop, a cooperativa habitacional dos bancários de São Paulo. Mas, em depoimentos em CPIs diferentes, eles não contaram a mesma história sobre a atuação de ambos na cooperativa que virou um pesadelo para milhares de associados desde 2005.

Durante depoimento à CPI das ONGs, no Senado, em maio, Vaccari – que atualmente é tesoureiro do PT e foi presidente da cooperativa – disse que contratou a empresa de Freud Godoy para prestar segurança armada nos empreendimentos da cooperativa. Essa seria a justificativa para o pagamento de quase 2 milhões de reais, datados entre 2005 e 2006, para a Caso Sistemas de Segurança, nome da empresa de Freud.

A suspeita de membros da CPI da Bancoop é de que o valor esteja superfaturado. “Foi no início da minha gestão. Nós fizemos a cotação para fazer com vigilância armada. O vencedor na época foi a Caso segurança”, afirmou Vaccari na CPI das ONGs, em Brasília.

Contudo, uma contradição importante deverá ser aprofundada pelo Ministério Público. Nesta terça-feira, em depoimento na CPI da Bancoop, na Assembléia Legislativa de São Paulo, Freud Godoy contradisse a versão de Vaccari. Ele disse que a segurança não era armada. “Agora estamos providenciando esse próximo passo [certificado para fazer segurança armada]“, declarou Freud. (veja abaixo os vídeo dos depoimentos de Vaccari e Freud Godoy).

Ex-segurança das campanhas do presidente Lula, homem “da cozinha” do PT e um dos pivôs do caso da compra do falso dossiê contra tucanos na campanha de 2006, Freud Godoy era dono da Caso Sistemas de Segurança, que funcionava no número 89 da Rua Alberto Frediani, em Santana do Parnaíba, segundo registro da Junta Comercial.

Vizinhos disseram que, além da placa com o nome da firma, nada indicava que houvesse qualquer atividade por lá. O único funcionário visível da empresa era um rapaz que vinha semanalmente recolher as correspondências num carro popular azul. Hoje, a Caso Sistemas de Segurança está instalada em uma casa no município de Santo André, na região do ABC.

Ineficiente - A segurança prestada por Freud Godoy, com ou sem armas, não foi eficiente. O terreno do empreendimento Villas da Penha (que ainda não foi terminado) era um dos que a Caso prestava serviços de segurança. O local foi invadido por sem-teto, que construíram uma casa com os materiais da Bancoop, que estavam guardados no terreno.

Freud também votou na assembléia que elegeu Vaccari presidente da Bancoop, em 2005. A lista de presença mostra que, de 12 mil cooperados, apenas 72 pessoas votaram, entre elas 25 dirigentes do sindicato dos bancários e Freud Godoy, que, na verdade, não esteve presente, mas votou por procuração.

Criada com a promessa de entregar imóveis 40% mais baratos que os de mercado, a Bancoop deixou, no lugar dos apartamentos, um rastro de escombros. Pelo menos 400 famílias movem processos contra a cooperativa, alegando que, mesmo tendo quitado o valor integral dos imóveis, não receberam os apartamentos.

Suspeitas - Depoimentos colhidos pelo Ministério Público ao longo dos últimos dois anos já atestavam que o dinheiro da Bancoop havia servido para abastecer a campanha petista de 2002, que levou Lula à Presidência da República. A empresa de Godoy substituiu a de outro segurança, Andy Roberto, que trabalhou até 2005.

Em depoimento ao MP, Roberto afirmou que Malheiro, ex-presidente da Bancoop morto em um acidente de carro, entregava envelopes de dinheiro diretamente a Vaccari, então presidente do Sindicato dos Bancários e indicado como o responsável pelo recolhimento da caixinha de campanha de Lula.

Uma planilha obtida por VEJA.com demonstrou o pagamento de empresas ligadas à Bancoop ao PT. O documento aponta doações feitas pela empresa Mirante/Mizu Artefatos Ltda ao PT, no valor de 43.200 reais. O Ministério Público considera que a empresa era de fachada.

Clique aqui para assistir ao vídeo do depoimento de Vaccari

Clique aqui para assistir ao vídeo do depoimento de Freud Godoy

Fonte: Veja.com

CPI da BANCOOP

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Bruno Covas faz pergunta ao Sr. Magliaccio

Bruno Covas faz pergunta ao Sr. Magliaccio

Foram ouvidos hoje pelos deputados da CPI da Bancoop Hélio Malheiro, ex-funcionário da BANCOOP e irmão do ex-presidente da Cooperativa, Luís Malheiro, e Marcos Sérgio Migliaccio, representante de uma associação dos cooperados.

Hélio Malheiro confirmou o depoimento que havia dado para o Ministério Público. Em linhas gerais: ouviu, por diversas vezes, seu irmão, então presidente da BANCOOP, Luís Malheiro, falar sobre doações para campanhas do PT (especificamente a de Lula e Berzoini), confirmou que sofreu ameaças de morte e, por isso, está no Programa de Proteção à Testemunha, assim como o próprio Luís Malheiro a quem, na época, foi recomendado pelo segurança do PT, Spinoza, a necessidade de proteção. Falou que prestava serviços à Bancoop e era pago por outras empresas, cujos donos eram diretores da Bancoop, inclusive o próprio irmão. Sobre a morte de Luís Malheiro, afirmou achar estranho os corpos não terem passado pelo IML – o laudo sobre a morte foi feito por um médico que viajava no carro logo atrás ao dos diretores da BANCOOP e que presenciou o acidente, Helder Albuquerque (médico e candidato a prefeito de Praia Grande – em 2004 – na chapa em que Luís Malheiro foi candidato a vice). Que Luis Malheiro comentava que quem mandava era Berzoini.

O segundo depoente, Marcos Sergio Migliaccio, representante de uma associação de cooperados, apresentou farta documentação com o objetivo de comprovar a má administração da BANCOOP, cobranças já julgadas em primeira estância inexigíveis e desvios de dinheiro de vários empreendimentos.

Na próxima sessão, dia 8, está previsto o depoimento de Valter Amaro, da Amaro Construções Ltda. (prestadora de serviço da BANCOOP) e análise de parte dos documentos requeridos e entregue à Comissão.

Ouça esta notícia:

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Ouça a íntegra da sessão da CPI (3h14min / 81Mb):

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CPI da BANCOOP

quinta-feira, 27 de maio de 2010
CPI da BANCOOP

CPI da BANCOOP

O tumulto marcou os trabalhos da CPI da Bancoop na última terça-feira, dia 25. A sessão acabou sendo encerrada pelo deputado do PT Vanderlei Siraque que se retirou do plenário e derrubou o quórum. O objetivo era impedir a fala do último depoente, Marcos Sérgio Migliaccio, conselheiro da Associação Edifício Cachoeira, representante de vários cooperados.

O principal depoimento foi o de Andi Roberto Gurcznska, que afirmou ter feito segurança pessoal do presidente da Bancoop, Luís Malheiros e que também foi contratado para fazer a segurança das obras da Cooperativa. Gurcznska disse ainda que, por três ou quatro vezes, ao emitir notas fiscais no valor de R$ 3.800 (valor de seu honorário), foi avisado de que seriam depositados, em sua conta, R$ 38 mil. A diferença, cerca de 34 mil, era retirada e entregue em dinheiro a Malheiro e a outros diretores.

Gurcznska contou também, que era frequente fazer a segurança de pessoas da Bancoop, inclusive Malheiros, que saia com envelopes lacrados do Banco Bradesco – agência Líbero Badaró – e entregava os mesmos a Vaccari Neto. O depoente abriu seu sigilo bancário e fiscal para provar que os valores foram depositados e sacados.

Os demais cooperados, Oscar Militão e Adalberto dos Santos Joaquim falaram de cobranças indevidas, empreendimentos inacabados e assembleias fraudadas para a qual não eram convocados cooperados e, portanto, as decisões sem validade.

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CPI da Bancoop recebeu ontem primeiras denuncias de fraudes na cooperativa

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Matéria do Bom Dia SP (TV Globo) em 26 de maio de 2010
CPI da Bancoop recebeu ontem primeiras denuncias de fraudes na cooperativa.

Bruno Covas fala sobre depoimentos de mutuários da BANCOOP

quarta-feira, 26 de maio de 2010

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Rádio Alesp entrevista o deputado Bruno Covas que discorreu sobre os depoimentos de mutuários da BANCOOP realizado na sessão do dia 25 de maio.

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